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A
estação não poderia ser mais apropriada: o disco é
alegre, alto astral, a cara do verão. As músicas
falam da vivência dos integrantes da banda na
ensolarada Barra do Jucu, em Vila Velha. “Não é uma
coincidência. A gente escolheu lançar o disco no
final do ano para aproveitar a temporada. Sempre vem
muito turista para cá, e essa é uma forma de
mostrarmos nosso trabalho para um público
diferente”, explica o baterista Junior.
O CD foi
gravado com o apoio da Lei Vila Velha Cultura e
Arte, e o processo durou apenas um mês e meio.
Resultado de muito ensaio. “Gravamos rápido, porque
ensaiamos muito. Já estava tudo redondinho”, explica
o músico.
Diferente do single “Canção de Ninar” (2005), que
ainda tinha forte influência do congo-pop, as
músicas do novo disco tem uma levada mais reggae.
Junior explica que a mudança veio em boa hora, e
aconteceu naturalmente. “O single foi um sucesso,
mas todo mundo comparava ao Casaca, que ainda fazia
muito sucesso naquela época. Desta vez a gente quis
fugir dessa comparação. Ainda tem aquela levada do
congo, típica da Barra do Jucu, mas também existem
outros elementos”.
A
comparação se dava, principalmente, pelo fato de a
banda ter nascido com a separação dos outros filhos
famosos da Barra do Jucu. Em 2005, três
ex-integrabtes da banda Casaca chamaram outros
amigos e montaram o TamborES. Da formação original,
restou apenas o tecladista Augusto Galvêas.
Para
Junior, as novas influências resultaram dessas
mudanças na formação da banda. “Quando a gente
juntou a galera nova, cada um trouxe sua influência
de outras bandas em que tocavam antes e das músicas
que escutavam desde cedo”. O resultado é ums música
menos regionalizada e, ainda assim, cheia de
referências.
De olho
no mercado nacional, a banda já iniciou contatos com
rádios de São Paulo e de Minas Gerais. Inclusive,
uma emissora de Jundiaí, interior paulista, já
inclui as músicas da banda na programação. “Nós
estamos primeiro fazendo contato com as rádios para
que toquem as músicas. Depois a gente vai buscar um
canal de distribuição do CD e tentar agendar shows
pelo Brasil”, explica o baterista.
Para
alcançar esse objetivo, a banda conta com a ajuda da
internet. Antes do lançamento, todas as músicas do
novo disco já haviam sido disponibilizadas no site.
A procura foi tão grande que a banda decidiu
tirá-las do ar. “Estorou o limite de tráfego do site,
mas pelo menos foi por uma boa causa”, brinca
Junior.
O músico
defende que a rede é o melhor meio de divulgação
para uma banda nos dias de hoje e acredita que quem
não se adequar à nova realidade ficará para trás.
Ainda assim, ele explica que o disquinho anda abre
portas. “ Venda de CD é complicado, mas ainda é
importante lançar. O material físico e gráfico
impressiona e abre as portas para a imprensa”,
explica.
Para o
show de lançamento, a banda espera que um público em
torno de três mil pessoas comapareçam ao palco
montado na praia de Itapoã. “Isso se São Pedro
ajudar”, torce Junior. |