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A nova onda da Barra do Jucu

Matéria publicada no jornal A Gazeta – 18 de dezembro de 2008

 
Por Rafael Braz
 
 

Aproveitando o verão que se aproxima, a banda TamborES lança amanhã, a aprtir das 20 H, nas areias da Praia de Itapuã, em Vila Velha, seu disco de estréia, “No mangue, na mata”, em um show com participação do Trio Forró Lunar.

A estação não poderia ser mais apropriada: o disco é alegre, alto astral, a cara do verão. As músicas falam da vivência dos integrantes da banda na ensolarada Barra do Jucu, em Vila Velha. “Não é uma coincidência. A gente escolheu lançar o disco no final do ano para aproveitar a temporada. Sempre vem muito turista para cá, e essa é uma forma de mostrarmos nosso trabalho para um público diferente”, explica o baterista Junior.

O CD foi gravado com o apoio da Lei Vila Velha Cultura e Arte, e o processo durou apenas um mês e meio. Resultado de muito ensaio. “Gravamos rápido, porque ensaiamos muito. Já estava tudo redondinho”, explica o músico.

Diferente do single “Canção de Ninar” (2005), que ainda tinha forte influência do congo-pop, as músicas do novo disco tem uma levada mais reggae. Junior explica que a mudança veio em boa hora, e aconteceu naturalmente. “O single foi um sucesso, mas todo mundo comparava ao Casaca, que ainda fazia muito sucesso naquela época. Desta vez a gente quis fugir dessa comparação. Ainda tem aquela levada do congo, típica da Barra do Jucu, mas também existem outros elementos”.

A comparação se dava, principalmente, pelo fato de a banda ter nascido com a separação dos outros filhos famosos da Barra do Jucu. Em 2005, três ex-integrabtes da banda Casaca chamaram outros amigos e montaram o TamborES. Da formação original, restou apenas o tecladista Augusto Galvêas.

Para Junior, as novas influências resultaram dessas mudanças na formação da banda. “Quando a gente juntou a galera nova, cada um trouxe sua influência de outras bandas em que tocavam antes e das músicas que escutavam desde cedo”. O resultado é ums música menos regionalizada e, ainda assim, cheia de referências.

De olho no mercado nacional, a banda já iniciou contatos com rádios de São Paulo e de Minas Gerais. Inclusive, uma emissora de Jundiaí, interior paulista, já inclui as músicas da banda na programação. “Nós estamos primeiro fazendo contato com as rádios para que toquem as músicas. Depois  a gente vai buscar um canal de distribuição do CD e tentar agendar shows pelo Brasil”, explica o baterista.

Para alcançar esse objetivo, a banda conta com a ajuda da internet. Antes do lançamento, todas as músicas do novo disco já haviam sido disponibilizadas no site. A procura foi tão grande que a banda decidiu tirá-las do ar. “Estorou o limite de tráfego do site, mas pelo menos foi por uma boa causa”, brinca Junior.

O músico defende que a rede é o melhor meio de divulgação para uma banda nos dias de hoje e acredita que quem não se adequar à nova realidade ficará para trás. Ainda assim, ele explica que o disquinho anda abre portas. “ Venda de CD é complicado, mas ainda é importante lançar. O material físico e gráfico impressiona e abre as portas para a imprensa”, explica.

Para o show de lançamento, a banda espera que um público em torno de três mil pessoas comapareçam ao palco montado na praia de Itapoã. “Isso se São Pedro ajudar”, torce Junior.

 
 
 
 
 
 
   
   

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